quinta-feira, 3 de abril de 2008

019 Uma ternura desmedida





Prometendo mundos e fundos, apenas se aspira à loucura. Por isso, para obter um pouco da felicidade ansiada, convém ter um pouco de calma, mesmo sem sabermos se tudo vai acabar no segundo seguinte. É um risco, mas calma evidencia maturidade, mesmo que só nos saibamos deslocar a alta velocidade na vontade desmedida de amar.

E depois, na pressa de obter resultados, acendem-se as velinhas pedindo ao Todo-poderoso que nos acelere a promessa de paraíso ainda em vida.

E interrompem-se os sonhos pela ternura desmedida de uma qualquer vida que se cruza com outra e fazendo nascer novos milagres.

E o prazer fica sempre de lado tal a ânsia do poder, esquecendo-se da provável morte súbita que tudo termina sem que o corpo tenha servido para o que quer que fosse.

Assim sendo, viva-se um dia de cada vez. Na felicidade, mesmo que oca, de cada dia, aprendendo sempre novos motivos de criar felicidade.

Renascer um pouco a cada dia que que passa, pegando nas mesmas mãos como se fossem novidade e presentear a vida com essa sensação de novidade que desde sempre leva à concretização de desejos que são esquecidos na rotina diária.

E ainda há quem se ame, mesmo no egoísmo dos dias quentes, fechando o coração para todos menos para a sua alma gémea. E quem pode censurar essa ternura desmedida?

2 comentários:

Dolores Quintão Jardim disse...

Sinceramente....


em tudo que se põe a fazer, faz muito bem feito.


Parabéns..emocionante.

Beijinhos do lado de cá!


Dolores Jardim

Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras disse...

Aqui, encontramos sempre, motivos para sermos felizes.

Um beijo